sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Bebê de Rosemary

Não estou falando sobre o filme, e sim vendo o tema sobre a minha experiência de vida.

E desse ponto de vista...O problema não era o bebê, o problema era Rosemary!

Esta certo que a criança era um pouco encapetada, mas a culpa é de Rosemary que não sabia lidar com ele e entrou em pânico. Quem sabe a criança até que poderia ter uma chance.

Não? Quem sabe...

Eu poderia ser um pouco menos complexada e irracional, mas não, assim como Rosemary minha mãe não fazia ideia do que fazer comigo, ela nem me queria pra inicio de conversa! Que tipo de mãe fala para a própria filha que tentou aborta-la QUATRO vezes e que ela destruiu seu casamento? Eu tive uma educação quase Nazista e me transformei em uma criatura socialmente incapaz.

Por que o primeiro filho sempre se fo**? É uma pergunta retórica, eu sei.

Eu li uma vez que o jeito é nos conformarmos com a infância que cada um teve e seguir em frente, fazendo o melhor com o que temos.

Eu não quero me conformar, eu quero esquecer. Esquecer que ela quase quebrou os meus dedos me ensinando a contar até cinco, que ela chutava meus pés para que eu não andasse com a ponta o pé virada parta fora, que ela me dava tapas na boca para não comer de boca aberta, que ela me espancou com uma boneca de plástico e me arrastou de pijama para a escola um dia que eu não queria sair da cama.

Eu quero esquecer a por** da minha infância!

Por essas e outras que eu sou uma Renata Ingrata, e muito provavelmente nunca serei socialmente normal.

Ouvindo 30 Seconds to Mars - The Kill

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mamãe, eu quero ser escritora

Eu não vou mentir e dizer que eu quero ser escritora desde pequena. Não, quando eu era pequena, ou melhor desde que eu me conheço por gente eu queria ser arqueóloga. Me jogar de peito na terra e desenterrar uma múmia com um pincel e uma pinça era tudo o que eu queria.

Mas quando você é criança você não está nem aí para sujar os joelhos da calça e ficar com um monte de terra e sujeita debaixo das unhas, e também não tem noção de que até se formar como arqueóloga e realmente se jogar de peito na terra você provavelmente vai morrer de fome.

Convenhamos arqueologia não é bem uma carreira rentável, ou você paga a viagem até os sítios arqueológicos ou paga o aluguel.

Eu demorei até os 15 anos para descobrir que arqueologia não dava muito certo. Decidi ficar só na leitura de revistas como National Geographic Brasil e comecei a procurar por outra possível carreira.

Pensei em mexer com computadores, mas logo desisti quando percebi que o povo que mexe com essas coisas geralmente é um bando de nerd punheteiro que faz piadas em códigos binários. Sem querer generalizar é claro, mas é como dizem, a primeira impressão é a que fica.

Depois pensei em oceanografia, porque eu realmente gosto de baleias, mas viver no mar é tão inviável quanto os sítios arqueológicos.

Aí fui em direção a minha segunda paixão: História. As opções de carreira na área são historiador e professor. Bem... historiadores também morrem de fome, praticamente junto com os arqueólogos. E os professores? Esses também morrem de fome, isso quando não são apedrejados pelos alunos.

A adolescencia acabou eu ainda não tinha me decidido. A vida real me atingiu como uma bola de demolição e eu comecei a trabalhar para ajudar em casa. É claro que na época a desculpa era que eu trabalhava para poder pagar meus estudos, mas depois de pagar as contas não sobrava nem para o cursinho pré vestibular.

Eu até que cheguei a prestar o vestibular no meu último ano de escola, história na Unicamp, eu paguei a inscrição já sabendo que não ia passar. Naquele ano minha família estava no auge do caos, meu pai no fundo do poço da depressão e vícios ilícitos e minha mãe com câncer. Basicamente aquele foi um ano de merda e eu acabei tendo uma bela crise de pânico na sala da prova do vestibular, sai correndo do prédio sem ter respondido nem 3 questões da prova.

De 2005 a 2009 eu fui pulando de um emprego a outro, foram 9 empregos.

Minha família começou a fazer pressão para que eu fizesse algo em relação ao meu futuro, uns disseram que estava acomodada em meu emprego de "assistir tv", minha mãe começou a me encher a paciência sobre os estudos também e teve uma ocasião onde minha tia avó, que não tem NADA haver com minha vida, veio querer saber se, ou quando, eu ia entrar na faculdade.

Minha família tem muita sorte que eu não sou dada a vícios como meu pai. Muita sorte mesmo.

Foi nessa época que eu entrei na etec de adm, era mais pra calar a boca de todo mundo, mas eu logo descobri que adm não é comigo. Ai entra meu tio, que ainda não tinha tido o filho dele, e o resto eu já contei em alguns posts aqui no blog.

Como eu disse anteriormente eu decidi não fazer mais nada pelos outros, principalmente meu tio, e ai veio a ideia de ser escritora.

Há uma grande possibilidade de eu morrer de fome, ou ter que trabalhar em algum call center para pagar o aluguel... Mas eu quero. É algo que quero fazer por mim. Algo que eu gosto.

Eu ainda tenho que procurar uma faculdade onde o curso de letras não seja meia boca mas ainda assim que a mensalidade caiba no meu bolso. Estudar um pouco e tentar não ter uma crise de pânico na hora da prova...

Enfim eu só preciso me mexer, não há nada que me impeça.

Se não der certo... Bem, eu não sei. É jogar e deixar os dados rolarem.

Ouvindo Muse - The Resistance (tudo haver...)

sábado, 10 de julho de 2010

Eu sou da mesma opnião que o Spooky

Agora que a Copa do Mundo esta prestes a acaber eu vou abrir meu coração...Essa história de Copa do Mundo enche a paciência, ainda bem que é só a cada quadro anos e dura apenas um mês!

A única parte boa foi comer horrores e não fazer nada no trabalho quando tinha jogo do Brasil, mas o Brasil perdeu, culpa do Dunga, certeza, mesmo eu não sabendo nada de futebol... Para mim, que trabalho com coleta de midia, o que sobrou foi um monte de propagandas chatas na programação das emissoras e vinhetas com sete pratrocinios nos canais de esporte.

É.. O meu trabalho parece moleza, e é moleza, mas temos que fazê-lo direito, e vinhetas com SETE patrocinios ninguém merece!

E quando eu pensei que tudo estava perdido apareceu Spooky, o hamster que odeia o mundial...


Eu quero um Spooky para mim, com serra elétrica e tudo!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Mestre dos Elementos

Avatar - A Lenda de Aang é meu desenho favorito, junto com Sakura Card Captors e uns outros dois... Pois bem, o desenho virou filme que ainda vai estrear no final do mês. Mas como eu sou um pouquinho de muito ansiosa e estava de bobeira no meu trabalho eu assisti o filme pela Internet.



AINDA BEM QUE EU NÃO ESPEREI PELO CINEMA!!!!



O desenho é todo espiritual, regido pelos quatro elementos e pelos espíritos, há quatro nações com os nomes dos elementos; Nação do Fogo, Tribo da Água, Reino da Terra e Nômades do Ar.


A história roda em torno do Avatar (e não, ele não parece nenhum pouco com Jack Sully) que é o único capaz de dominar os quatro elementos e entrar em contato com os espíritos.

A Nação do Fogo, que é a malvada da história, em busca do poder absoluto entra em guerra com todo mundo, e o Avatar que é um garoto dobrador de ar, tipo que entra em pânico e foge. Ele acaba entrando no meio de uma tempestade e com suas habilidades especiais de avatar ele fica preso em um iceberg por cem anos...

E cem anos depois... Dois irmãos da Tribo da Água do Sul o encontram e ai se vai toda a historia. O desenho é dividido em três "Livros": Livro Um Água, Livro Dois Terra E o Livro Três Fogo, em cada um o avatar aprende a dominar um elemento e novos personagens vão aparecendo.


Agora se quem for ler isso não sabe nada do filme e quer ver para crer... NÃO LEIA O QUE VOU ESCREVER A SEGUIR!!


O filme segue o mesmo esquema do desenho, ou seja, ele só mostrou a história do Livro Um! Então ainda virão mais DOIS filmes! E eu espero sinceramente que eles sejam melhores...

Falando sério o filme não é tão ruim, é só... Bem... É como toda adaptação para o cinema, eles tentam manter os pontos principais, mas algumas coisas sempre se perdem ou ficam com o sentido invertido, e quando a pessoa é uma fã do original é dificel ignorar esses pequenos grandes detalhes.

Agora que não tem mais surpresa eu vou decidir com calma se assisto ou não no cinema, se bem que os efeitos especiais das pessoas dobrando os elementos numa sala de cinema 3D vai ser bem legal...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ai ai, lá vamos nós outra vez...

Death cab for cutie- a movie script ending

Pressinto uma TPM raivosa esse mês...

sábado, 3 de julho de 2010

I Love You Phillip Morris!!!!!!

Parece que eu ando um pouco carente, já é a segunda vez que eu convido alguém lá de casa para ir ao cinema comigo. Dessa vez foi minha irmã que eu praticamente arrastei para o cinema.

Ela queria assistir Eclipse, mas como já era de se esperar TODAS as sessões estavam lotadas, então acabamos assistindo O golpista do ano. Eu já sabia que no filme o Jim Carrey fazia papel de um gay, mas minha irmã não e ela é... bem... um pouco de muito homofóbica.

Obviamente ela me xingou horrores quando o filme acabou.

O filme:

Steven é um homem que fazia tudo de acordo com o que as pessoas esperavam dele: era um bom marido, um bom pai, tinha um emprego sério... Só tinha um pequeno detalhe, ele era gay. Ao sofrer um acidente de carro e passar pela experiência de quase morte, ele decide dar uma virada em sua vida.

Steven assume que é gay e decide aproveitar tudo o que a vida pode lhe oferecer de melhor, só que esse novo estilo de vida é caro e para mante-lo ele se torna um golpista. Na primeira vez que vai para a prisão, ele se apaixona perdidamente por Phillip Morris. A partir dai Steven se evolve em vários outros golpes só para dar uma vida luxuosa e confortável para o Phillip.

Quer saber o mais incrível de tudo? É uma história baseada em fatos reais.


Como eu disse minha irmã quis me matar, mas ela riu bastante e até eu admito que ver o Jim Carrey e o Ewan McGregor todo loirinho e delicado aos beijos foi algo que fez me retorcer na poltrona do cinema.
O ator Rodrigo Santoro também esta no filme mas a participação dele é quase nula. Ele aparece em quatro cenas, e seu personagem acaba perdido no meio do filme, ressurgindo já no final para sabermos que fim ele levou.

Eu sou um Cometa

GET A LIFE!
Não fique orbitando a vida dos outros,
construa seu próprio sistema solar e
Viva!


Eu nem me lembro onde foi que eu li isso, provavelmente foi em algum blog quando eu tinha uns 13 anos, e isso faz 10 anos! Eu tenho uma memória filha da p***! Lembro de mais coisas que gostaria.

Enfim...

Ontem eu fui na casa de uns amigos da minha irmã e enquanto ria ouvindo as histórias deles eu me lembrei dessa frase e me senti a maior intrusa, orbitando a amizade deles. Minha irmã os conhece desde a época da escola e eles nunca perderam contato. E eu? Se eu tive mais de 3 amigos durante todo meu ensino médio foi muito! E do ensino médio até hoje não mantive contato com ninguém que conheci em meus empregos ou cursos... E olha que foram muitos, muitos empregos mesmo.

Fiquei um tempo pensando nessa merda e vi que eu pareço um tipo de cometa, cruzando os sistemas solares das pessoas ocasionalmente sem me fixar em lugar nenhum. Foi sempre assim. E eu me lembro, com essa minha memória do mal, que uma vez me disseram que eu era incapaz com as pessoas a minha volta, na verdade eu me lembro exatamente da frase que me disseram e lembro que doeu como se tivessem me torcendo um braço.

O que significa não ser capaz com as pessoas afinal de contas? O que eu deveria ser "capaz" de fazer e não fiz?! Uma outra pessoa, e essa eu considerava minha amiga mesmo, virou para mim e disse que eu fazia tudo para chamar a atenção e que ia atrás das coisas erradas.

Sabe... Eu adoro gente que acusa, mas não aponta a direçaõ correta. São realmente, mas realmente, muiiiiito úteis!

Usando de psicologia barata acho que eu virei um cometa justamente para não ouvir esse tipo de coisa. Será que sou só eu que estou sempre errada? Ou sou a otária que ouve e fica quieta?

OK... Encerro por aqui.