Sou muito resistente com a literatura brasileira, só recentemente descobri a delícia que é ler Drummond, como ele parece brincar com as palavras. Com Machado de Assis também foi assim. Por causa do cursinho pré-vestibular, li os livros “obrigatórios” e mais alguns entre eles Dom Casmurro. Lembro que pequei o livro com a maior má vontade na biblioteca, mas quando meus olhos chegaram ao fim da primeira página não consegui o largar, e em dois dias já tinha acabado.
Tenho um amigo que sempre me diz que tenho que ler algo com conteúdo, que os livros que geralmente estão na minha bolsa são fúteis. Não concordo! Se eu quisesse conteúdo iria ler jornal, o que não me agrada muito, mas ás vezes eu até que faço um esforço. Os livros que leio são escolhidos pela linguagem, a construção das frases, as palavras...
Parando de divagar sobre meus estranhos gostos literários, quero focar no Dom Casmurro que vai virar, ou melhor, já virou minissérie global: Capitu.
O que primeiro chamou minha atenção é que a minissérie é dirigida pelo mesmo diretor de “Hoje é dia de Maria” e “A pedra do reino”, Luiz Fernando Carvalho. A primeira eu assisti e gostei, já a segunda só assisti um episódio e não desgostei nem gostei. Pelo que consegui pescar na internet sobre a produção de “Capitu” o orçamento foi baixo, então “Falta de dinheiro impõe criação”, como disse o próprio diretor. E os personagens principais foram estudados e ensaiados exaustivamente.
Sou um poço de alienação para nomes de atores e principalmente diretores, então dei um “google” no diretor Luiz Fernando Carvalho e descobri que ele fez várias novelas e minisséries globais e que o cara adora levar a exaustão seu atores, com uma intensa preparação dos personagens, o que lhe rendeu diversos elogios e prêmios.
Nessa minissérie Capitu o texto original quase não foi alterado e foi justamente isso que me chamou a atenção, mas minha mãe fez o favor de jogar um balde de gelo em cima da minha ansiedade. Ela assistiu uma reportagem sobre a minissérie e disse que vai ser uma “saco” e super cansativa.
Mas mesmo assim eu ainda quero assistir.
É torcer pra minha querida mãe “pé frio” estar errada!
(In)Grata
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